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INTRODUÇÃO
“ Autonomia é o poder reconhecido à escola pela administração educativa de tomar decisões nos domínio estratégico, pedagógico, administrativo, financeiro e organizacional, no quadro do seu projecto educativo e em função das competências e dos meios que lhe estão consignados” (D.L. 75/2008, que revoga o anterior 115-A/98).
É através do seu projecto educativo que cada escola se identifica e se assume como uma realidade única, fazendo uso da autonomia que lhe é reconhecida.
Na elaboração do nosso projecto educativo, tivemos a preocupação de sabermos quem somos, onde estamos e quais os nossos principais problemas, a fim de definirmos as áreas de intervenção prioritária.
Tais questões norteiam (e nele constituem capítulos) a elaboração deste projecto. Do ponto de vista da sua execução e ainda porque não basta falar de autonomia participada se esta não se exercitar, organizámos este projecto de acordo com as seguintes etapas:
- Avaliação dos principais constrangimentos e virtualidades da escola, realizada em 2005/06, na óptica dos membros da comunidade educativa restrita na sequência do inventário dos constrangimentos acima referidos, e que se operacionalizou em reunião do Conselho Pedagógico.
- Identificação das prioridades e das metas a atingir no final do triénio, em função das conclusões retiradas pelo grupo constituído para a elaboração do Projecto Educativo no início de Outubro de 2005.
- Em cumprimento do art.63 do D.L. 75/2008, que prorrogava o mandato do Órgão de Gestão até à eleição do Director (até 31 de Maio de 2009), este Projecto Educativo foi revisto e adaptado à nova legislação, para vigorar por mais um ano lectivo. A revisão privilegiou a adequação às novas normas legislativas.
Trabalhando estas prioridades de forma sistemática e envolvendo toda a comunidade educativa, esperamos, como produto final, alunos autónomos, responsáveis e com perspectivas de futuro.
Contudo, considerando que as opções determinadas em termos de prioridades educativas só poderão ser válidas depois de devidamente avaliado o impacto que as acções desenvolvidas tiveram para a consecução dos objectivos e metas definidas, considera-se que, neste ano lectivo de 2009-2010, será oportuno desenvolver e implementar um modelo de auto-avaliação fortemente estruturado que permita identificar de forma mais consistente os pontos fortes do desempenho da Escola e as suas áreas de melhoria mais importantes.
Por outro lado, com a mudança do paradigma de gestão da escola, agora da responsabilidade de um Director eleito por quatro anos, do Conselho Geral com uma nova constituição, a mobilidade de parte do corpo docente que iniciou um novo ciclo de 4 anos nesta Escola e com a aplicação da avaliação externa este ano, considera-se que o Projecto Educativo 2008/09 se deve manter em vigor durante mais um ano, para permitir às novas estruturas a recolha de informação e reflexão sobre a mesma, envolvendo todos os agentes da comunidade educativa, que contribua para a definição das linhas orientadoras do novo projecto educativo com a duração de três anos, conforme o previsto no DL 75/2008, e definição de acções de melhoria sempre na perspectiva de conseguir um maior e melhor sucesso educativo.
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